Apócrifos & Religião - Judite - Capítulo 1

APÓCRIFOS & RELIGIÃO   


Não se sabe, ao certo, quando a história de fato aconteceu, os livros deuterocanônicos foram escritos entre Malaquias e Mateus; a história de Judite ocorre provavelmente na época da revolta dos macabeus, quando a Terra de Israel estava sob ocupação greco-síria; os gregos eram a superpotência militar do mundo e seu exército, altamente treinado, era considerado imbatível.
Nesse período, a cidade de Betúlia foi sitiada pelo exército de Holofernes, poderoso general grego, comandante dos exércitos do imperador Antíoco Epifanes.
Os atos de Judite foram registrados em um livro muito antigo, que leva seu nome em hebraico, Yehudit. Infelizmente, o texto original se perdeu e só chegou até nossos dias uma tradução grega do mesmo.
Essa tradução não foi muito precisa, comete equivocos com alguns nomes (provavelmente pela ignorância histórica do tradutor); Contudo, este fato não desmerece esse maravilhoso livro e a sua mensagem. A história da fé e coragem desta mulher de valor tem passado de geração em geração. (nota do editor)


JUDITE

Capítulo 1

1. Era o décimo segundo ano do reinado de Nabucodonosor, rei da Assíria, em Nínive, a capital. Nesse tempo, Arfaxad reinava sobre os medos em Ecbátana.

2. Arfaxad cercou Ecbátana com muralhas feitas com pedras de um metro e meio de largura por três de comprimento. A altura da muralha era de trinta e cinco metros, e a largura era de vinte e cinco metros.

3. Sobre as portas, levantou torres com cinqüenta metros de altura e trinta metros de largura na base.

4. Fez as portas com trinta e cinco metros de altura e vinte de largura, para que os soldados do seu exército pudessem sair, e a infantaria fazer suas evoluções.

5. Por esse tempo, o rei Nabucodonosor guerreou contra o rei Arfaxad na grande planície, que se encontra no território de Ragau.

6. Os habitantes da montanha, todos os habitantes das regiões do Eufrates, do Tigre, do Hidaspes e os habitantes das planícies de Arioc, rei dos elimeus, aliaram-se a Nabucodonosor. E assim, muitas nações fizeram aliança para guerrear contra os filhos de Queleud.

7. Nabucodonosor, rei da Assíria, enviou embaixadores para a Pérsia e nações do Ocidente, para a Cilícia, Damasco, Líbano e Antilíbano, para os habitantes do litoral

8. e os povos do Carmelo, de Galaad, da Alta-Galiléia, da grande planície de Esdrelon,

9. para os habitantes de Samaria e suas cidades, para os que habitam além do Jordão até Jerusalém, em Batana, Quelus, Cades, o rio do Egito, Táfnis, Ramsés e toda a terra de Gessen, 10. até chegar além de Tânis e de Mênfis, e a todos os egípcios, até a fronteira da Etiópia.

11. Todos, porém, desprezaram o convite de Nabucodonosor, rei da Assíria, e não se aliaram com ele. Não respeitavam Nabucodonosor, porque achavam que ele era pessoa sem poder. Mandaram de volta os embaixadores de mãos vazias e humilhados.

12. Nabucodonosor ficou furioso com esses países e jurou, por seu trono e seu reino, vingar-se de todos os territórios da Cilícia, Damasco e Síria, e passar a fio de espada todos os moabitas, amonitas, judeus e egípcios, até chegar à fronteira dos dois mares.

13. No décimo sétimo ano, Nabucodonosor guerreou contra o rei Arfaxad, venceu-o no combate e derrotou todo o exército, cavalaria e carros dele.

14. Tomou posse de suas cidades e, chegando até Ecbátana, tomou suas torres, saqueou suas ruas e transformou sua beleza em humilhação.

15. Depois prendeu Arfaxad nas montanhas de Ragau, o atravessou com suas lanças e o eliminou para sempre.

16. Em seguida, voltou para Nínive com o seu exército, uma imensa multidão de soldados. Ficaram despreocupados, descansando e banqueteando-se por cento e vinte dias. .... Capítulo 2

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Texto fonte: www.teologia.org.br - Notas: Revista Morasha Ed.51 10/2005
Edição: E.Mucheroni 22/10/2007